Como funciona o consórcio?
O consórcio é uma compra em grupo, sem juros. Você entra em um grupo administrado por uma administradora autorizada pelo Banco Central e paga uma parcela mensal. Todo mês o grupo se reúne em assembleia e contempla um ou mais participantes, por sorteio ou por lance. Quem é contemplado recebe uma carta de crédito e usa esse valor para comprar o bem à vista. Você segue pagando as parcelas até o fim do plano, mesmo depois de contemplado. É assim que o grupo se autofinancia, sem banco e sem juros no meio.
Consórcio é furada? Qual é a pegadinha?
Consórcio não é furada: é regulado pelo Banco Central pela Lei nº 11.795/2008 e existe há décadas. A "regra que poucos contam" é esta: não há data garantida para você ser contemplado. Se você precisa do bem hoje, consórcio não é o caminho; se pode planejar, é uma das formas mais baratas de comprar. Os pontos de atenção reais são a taxa de administração (que substitui os juros), o reajuste anual da carta de crédito para acompanhar o preço do bem, e a disciplina de pagar até o fim. A única forma de cair em golpe é fechar com administradora não autorizada. Por isso a Consórcios Dourados só trabalha com administradoras fiscalizadas pelo Bacen.
Consórcio vale a pena?
Vale a pena para quem quer comprar de forma planejada e sem pagar juros, principalmente imóvel, carro ou moto. Como não há juros, o custo total costuma ser bem menor que o de um financiamento no mesmo prazo, sobrando dinheiro para negociar o bem à vista. Não vale a pena se você precisa do bem imediatamente e não pretende dar lance, porque a contemplação pode demorar meses. Em resumo: a conta fecha quando o objetivo é economizar e você tem paciência para o processo.
Consórcio tem juros? E a taxa de administração?
Consórcio não tem juros. O que você paga além do valor do bem é a taxa de administração, que remunera a administradora pela gestão do grupo e vem diluída em todas as parcelas. Ela varia conforme a administradora e o prazo, mas costuma resultar em um custo total menor que os juros de um financiamento equivalente. Pode haver ainda um fundo de reserva (que protege o grupo de inadimplência) e um seguro, sempre informados no contrato antes de você assinar.
Quanto fica a parcela de um consórcio?
A parcela é, na base, o valor da carta de crédito somado à taxa de administração e dividido pelo número de meses do plano, mais fundo de reserva e seguro, se houver. Por exemplo, uma carta de R$ 40 mil num plano de 80 meses parte de R$ 500 por mês, acrescida da taxa de administração diluída. Como a taxa muda de administradora para administradora e conforme o prazo, o valor exato só aparece na simulação. Faça a sua simulação grátis para ver a parcela real da carta que você quer.
Qual a diferença entre consórcio e financiamento?
No financiamento você leva o bem na hora, mas paga juros e geralmente precisa de entrada, no fim, desembolsa bem mais que o valor à vista. No consórcio não há juros, não é preciso dar entrada, e você compra à vista quando é contemplado, o que ainda te dá poder para negociar desconto. A diferença essencial é o tempo: financiamento é para quem precisa agora e aceita pagar mais; consórcio é para quem planeja e quer pagar menos pelo mesmo bem.
Como funciona a contemplação por sorteio e por lance?
A contemplação é o momento em que você recebe a carta de crédito, e acontece nas assembleias mensais de duas formas. Por sorteio, todos os participantes concorrem em igualdade, sem custo extra e alguém é contemplado todo mês. Por lance, você antecipa parcelas para "furar a fila" e ser contemplado mais cedo; o lance pode ser livre, fixo ou embutido (quando usa parte da própria carta). Quem tem pressa costuma dar lance; quem não tem pressa deixa o sorteio trabalhar a favor.
Quais são os tipos de consórcio?
O consórcio cobre praticamente qualquer bem de valor. Os mais procurados são o de
imóveis (casa, apartamento, terreno, construção e reforma), o de
automóveis (carro novo, usado, SUV, picape) e o de
motos. Também há consórcio de caminhões, máquinas agrícolas, veículos pesados, serviços (viagem, energia solar, saúde), embarcações e aeronaves. Você escolhe a categoria e o valor da carta conforme o seu objetivo e pode até trocar de bem dentro da mesma categoria.
Preciso dar entrada? Posso usar o FGTS?
Não é preciso dar entrada: você começa a pagar as parcelas e já concorre à contemplação desde o primeiro mês. No consórcio de imóvel, o FGTS pode ser usado para dar lance, complementar a carta de crédito ou amortizar parcelas, seguindo as regras da Caixa e da administradora. É um recurso poderoso para antecipar a conquista da casa própria sem tirar dinheiro do bolso todo mês.
Posso vender ou transferir minha cota de consórcio?
Sim. A cota de consórcio pode ser transferida para outra pessoa, e cartas de crédito já contempladas podem ser compradas e vendidas, sempre respeitando as regras da administradora e com a aprovação dela. Isso dá flexibilidade caso seus planos mudem no meio do caminho: você não fica preso ao plano até o fim se precisar sair.